Consultas Online

Eu conheci a Eugénia através de uma amiga que me contou maravilhas das sessões sem as quais, dizia ela, já não equacionava os seus dias naquele momento da vida. Mais do que uma profissional que me ajudasse a superar vivências traumáticas, eu queria sentir que me propunha a uma terapia com alguém profundamente humano.


E assim foi, ao longo de cada sessão senti que estávamos apenas a conversar. Conversas recheadas de empatia que me ajudaram a superar o medo de falar de coisas menos bonitas que aconteceram na minha vida. A empatia da Eugénia foi fundamental para que eu me sentisse confortável, ouvida e até abraçada. Ela sabe exactamente o que dizer, e quando, e tem-me ajudado a olhar para mim própria - e para os outros - de uma forma diferente. Sem culpa nem julgamentos. É engraçado que apesar das nossas sessões, ou melhor as nossas conversas, acontecerem online a Eugénia para mim é uma amiga. Tão próxima e tão presente quanto uma fonte de conhecimento que tem sido fundamental para a minha recuperação e auto-conhecimento. E não há palavras para agradecer o tanto que ela fez pelas "minhas meninas".


Se está a ler estas palavras e sente que talvez a Eugénia seja a sua terapeuta, peça para ter uma primeira conversa com ela. Foi o que fiz por sugestão dela, para mim esse primeiro contacto foi fundamental.


Boas consultas!

T.

"Medos, tristezas, raivas"

"Desde que me lembro de mim, tenho a sensação permanente de estar em quase eclosão. Esse momento de “quase”, de querer eclodir e transformar-me em quem sou, nunca chegava a acontecer. Uma sensação de angústia e de leve aperto no peito sempre acompanharam o que eu considerava como “ser eu”. E isso levava-me a fugir cada vez mais de mim, a descentrar-me e a procurar ser quem seria desejável que fosse.


O que descrevo nestas frases era o que me caracterizava, ao longo dos meus quase 40 anos de vida. Sempre fugi a dialogar e reconhecer a criança que fui, sempre fugi a pensar do que vivi na infância, sempre me custou processar, sem julgamento, os acontecimentos e os medos, as tristezas e as raivas. E lembro-me de sentir que não tenho valor. A perda de valor, o não saber que sou importante, o viver a fugir de mim e a querer agradar, a baixar-me e a não ter voz. E, também, as escolhas e os sucessos, tantas vezes com a sensação da sorte que tenho e da sortuda que sou, como se o meu esforço e os meus logros não tivessem lugar para lá da sorte que tenho e da sortuda que sou.


Até que fui mãe e tudo explodiu dentro de mim. A mais intensa experiência, o mais profundo amor e o ter de lidar com o que não consegui fazer e ser. Desci até dentro de mim, abracei-me e procurei ajuda. Encontrei a Eugénia e a Eugénia salvou-me. Levou-me até tempos idos, experiências e sentimentos que fazem parte de quem sou. Muitas eclosões aconteceram. A Eugénia, a sua magia, o seu amor e o seu brilho foram guias no processo que é este cuidado de nós. A Eugénia é luz que, sem sabermos como, nos faz brilhar. É luz pela qual estou sempre grata."
A.

Infertilidade

"Costumo dizer que a vida me vai pondo anjos pelo caminho. Um deles foi a Eugénia que eu encontrei graças a duas amigas que ma recomendaram numa fase delicada da minha vida. Nada na minha existência tem sido simples ou imediato. Mas tenho vindo a aprender que a vida é mesmo assim. Sofro de infertilidade, mais precisamente falência ovárica e procurei ajuda da Eugénia no início do segundo tratamento. Nunca tinha ouvido falar de hipnoterapia, quando uma amiga me disse: "devias experimentar ela pode-te ajudar".


O director da clínica de fertilidade foi muito claro quanto às nossas probabilidades de sucesso no tratamento: 15% face aos 35% de média da clínica. Ou seja, as nossas possibilidades eram muito baixas, apesar de eu ser muito jovem ainda, os meus ovários já praticamente não produzem ovócitos e por isso nem com os tratamentos teríamos grandes hipóteses de engravidar. Saí da consulta com uma sensação de náusea e desolada, mas com um número na minha mente: 51. Eu ia transformar aqueles míseros 15% em 51% e fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para termos o filho e a família que sonhámos.


A Eugénia, tal como os anjos, não fazem milagres. O milagre somos nós. Mas a Eugénia ajuda-nos a encontrar dentro de nós, ensina-nos a procurar em nós o caminho para a nossa cura, a porta para a felicidade. O poder da nossa mente é infinito. É assustador de tão grande e real que se assume quando o percebemos. Discreta, meiga e quase silenciosa, a sua voz entra na nossa mente como uma suave melodia, acalmando-nos e apaziguando-nos a alma. Na primeira consulta pediu-me para escolher uma cor para a minha gravidez. O branco. Para mim simbolizava a pureza, a paz e a serenidade dum novo ser no mundo. Imaculado. E preparamos o meu corpo tenso, magoado, revoltado, e doente para receber com alegria esperança e fé as dolorosas injecções diárias, que afinal significariam uma outra forma de fazer amor com o amor da minha vida e fazermos assim o nosso filho. A única coisa que mudou foi a forma como fiz o tratamento de fertilidade. Foi a minha cabeça. O Meu pensamento. A minha postura. Eu acreditei. Eu andei feliz e animada em todo o processo. Apesar de todas as probabilidades estarem contra nós, da ciência teimar em nos dizer que não podíamos ter um bebé porque o meu corpo já não funcionava, a Eugénia ajudou-me a perceber e a encontrar em mim as ferramentas para transformar aqueles momentos de dor em momentos de felicidade: cada vez que o meu marido me injectava eu estava com uma camisa de dormir branca, com o som duma lareira a crepitar (é um som que a mim me acalma e relaxa muito) a olhar para o primeiro brinquedo que compramos para o nosso bebé. Era preciso visualizar. Era preciso acreditar que iria estar grávida, que iríamos ter um quarto de bebé, construir essa imagem na minha mente e no meu corpo. Foi isso que fiz.


Na clínica, quando chegou a hora de sabermos os resultados, o nosso médico nem queria acreditar e disse-me olhos nos olhos esta frase que está gravada na minha memória: "eu não consigo explicar estes resultados, você está com qualidade de dadora." Eu, a sorrir e inundada de alegria disse-lhe: "mas eu consigo explicar Dr., esses resultados vêm daqui - e apontei para a minha cabeça" e os três sabíamos que se devia a hipnoterapia que fiz durante o tratamento.. "E agora vamos lá fazer bebés" - continuei bem disposta num dia em que vimos um arco-íris e soubemos que tudo ia dar certo. E deu - hoje o Salvador existe. O nosso maior milagre.


Não sei se alguma vez esta vida me chegará para que a Eugénia saiba a gratidão que eu sinto por ela. Todas as mães que lerem este testemunho saberão certamente o que significará alguém que nos ajude a termos a maior dádiva da vida. Mais ainda, todas as mulheres que sofrem de infertilidade e não falam, se isolam, se recolhem em si, sofrem sozinhas e desamparadas. Procurem quem vos ajude, procurem luz. Procurem um anjo..."
Elsa

Violência obstétrica e trauma

"O nascimento de um filho é um momento onde a nossa vida muda, gira e dá uma volta, para nunca mais ser a mesma. Depois segue-se um tempo de redescoberta: quem somos nós agora e quem é aquele pequenino ser que escolheu vir a este mundo pelo nosso ventre e direito aos nossos braços.
Foi depois de as hormonas acalmarem e de sair da bolha de felicidade que se seguiu ao nascimento que comecei a notar que a minha cicatriz não era apenas física, mas emocional também. Apesar de ter sido parto normal e sem complicações de saúde, sentia que tinha sido abusada de alguma forma e ainda não sabia porquê. A verdade é que esta marca deu origem a complicações na minha vida pessoal e amorosa (que já é complexa depois do nascimento de um bebé) e dei comigo a ter sentimentos de repulsa pelo meu corpo. Isto tudo associado a uma tristeza e desamparo que não conseguia explicar.
“O importante é que tu e o bebé estão bem.” Palavras sábias, mas que não nos tiram cá de dentro a vontade de alguma coisa poder ter sido diferente. Atenta a este tipo de sentimentos procurei ajuda junto da Eugénia, que já antes me tinha ajudado com outro tipo de problemas.
Foi durante a consulta que me apercebi que tinha sido vítima de violência obstetrícia durante o parto. A minha epidural deixou de fazer efeito, o que pode acontecer e até aí tudo bem. No entanto, as minhas queixas de dor foram desvalorizadas, ridicularizadas até, pois tinha levado epidural. Calei o que pude das dores, mas não contive os gritos naturais que se seguiram, apesar de me terem dito para não o fazer. Mas foi o malfadado “corte” que me ficou marcado na mente, no corpo e no coração. As enfermeiras, assumindo que a epidural estava a fazer efeito, não esperaram por uma contração para me cortarem (altura em que, com a dor da contração nós acabamos por nem sentir). Numa pausa entre contrações onde o meu corpo aproveitava para descansar breves segundos antes de voltar ao trabalho de fazer nascer o meu filho. E essa dor inesperada, essa falta de atenção e cuidado ficou marcada bem fundo. Cheguei mesmo a duvidar na altura que o que tivesse sentido era dor. Apenas quando estava a acabar de ser cosida - e depois de me queixar inúmeras vezes e de me dizerem para parar quieta, sem o conseguir fazer; de perguntar se faltava muito: “está quase”; “o que é o quase” perguntei eu; “mais uns 4 pontos” - é que resolveram dar-me mais dose da epidural e notaram que o mecanismo que fazia a epidural chegar ao meu corpo não estava a trabalhar corretamente. A enfermeira tentou disfarçar, eu percebi e nada mais foi dito sobre o assunto.
Durante a consulta ficou claro na minha mente cada bocadinho de emoção que ficou associada a este acontecimento. Na minha cabeça eu não tinha passado de um naco de carne, de mais uma que passava e que saía. Uma mariquinhas que se queixa, mas a quem não vale a pena ouvir. Senti-me passada por cima, sem direito a uma opinião, à atenção que me era devida. O facto de o meu companheiro estar presente fez com que ficasse também associado a todo este rebuliço de sentimentos negativos, dor, trauma.
Com a ajuda da Eugénia, consegui perceber tudo isto e processar o que tinha acontecido. Que não era uma cobarde, que a minha voz tinha valor e devia ter sido ouvida. Descobri dentro de mim um desejo, um dever de partilhar a minha história, sabendo que há tantas iguais e outras ainda piores por aí. Sei que muitas mulheres encaram esta sombra como companheira e tentam aprender a viver com ela, ou a ignorá-la, pois é “normal” e “todas as mulheres passam pelo mesmo”. Imagino que muitas mulheres nem percebem que a sombra lá está, nos bastidores, condicionando negativamente as suas vidas.
Pouco depois da consulta comecei a notar que a cicatriz já não meu causava repulsa, antes nem lhe conseguia tocar. Que era capaz de a sentir sem me encolher face à memória do que se tinha passado. Consegui voltar a confiar no meu companheiro e sentir que seria ouvida caso alguma coisa estivesse a correr mal. Deixei de me sentir impotente, ganhei novamente as rédeas e passei a conduzir a minha vida e intimidade sem esta sombra atrás de mim. Senti-me novamente eu. Mudada para sempre, pois agora era também mãe, mas era, e continuo a ser, eu."

Ana 

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